segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Coca-cola x Dinheiro

Já falamos aqui o quanto é importante planejar antes de começar a fazer alguma coisa, principalmente quando falamos em questões financeiras. E você já parou pra pensar no quanto gastamos com coca-cola?
Mas deixa eu me explicar primeiro. Não estou falando da coca-cola em si, mas de todas as coisas desnecessárias que tem ocupado a maior parte da nossa lista de prioridades, estou falando de coisas com as quais gastamos nosso dinheiro sem perceber o rombo que fazem em nosso orçamento. Futilidades, quinquilharias, supérfluas, vaidade, desnecessárias... Tudo isso representado pela cultura coca-cola, a bebida do capitalismo.
O que me motivou a escrever esse post foi algo que aconteceu não faz muito tempo. Num sábado à noite, disposto a fazer uma média com a namorada (como conquistar uma garota lição #1), encomendamos uns salgadinhos da vovó (Dona Elena) e fomos à padaria pra comprar o refrigerante. Chegando na padaria, abrimos a geladeira (freezer na vertical onde são colocados os refrigerantes para termos a sensação de que estamos em casa e podemos pegar e consumir sem nos preocuparmos com o custo), e verificamos as opções de refrigerante. Como a padaria onde fomos já é famosa por ser a mais careira no Dom Bosco, pegamos uma garrafa de Schin Guaraná imaginando que seria mais barato que uma coca de 2 litros. Quando chegamos ao caixa para pagar, a surpresa. A garrafa que pegamos custava nada menos que R$ 3,80 (TRÊS REAIS E OITENTA CENTAVOS)(não me chamem de avarento mas não tô podendo gastar). Só por curiosidade, perguntei o preço da coca-cola e a resposta assustadora saiu dos lábios de uma atendente constrangida pela absurdo que estava pronunciando: R$ 6,00 (SEIS REAIS). O marba custava R$ 3,50...
Não sou um socialista declarado nem me considero uma pessoa politicamente engajada, mas esse tipo de absurdo implantado em nossa sociedade pelo Capitalismo me leva a pensar um pouco mais sobre as nossas prioridades. Isso porque todos os dias vemos pessoas reclamando da condição financeira... não tem dinheiro pra isso, falta dinheiro pra aquilo, nunca sobra pra comprar aquilo outro... e assim vai, mas a coca-cola não falta na mesa. Invertemos os valores, e isso vai muito além dos valores financeiros apenas.
Algumas pesquisas mostram que gastamos muito mais dinheiro com aquilo que não precisamos ou que não vamos usar do que com o nosso bem estar e instrução. Milhões são gastos em reality shows que premiam artistas que já estão cheios de grana, mas o sertanejo continua vendo o gado morrer e a seca destruir a lavoura sem ninguém se dispor a ajudar. Essas são realidades que devem nos levar a refletir no valor do dinheiro.

Ah, e o fim da história... Devolvi o Schin pra geladeira e comprei outro refrigerante na padaria mais próxima por R$ 2,80.

Obs.: Omitimos os nomes das padarias por serem conhecidas de alguns leitores desse blog. E espero não ser processado pela Coca-cola.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

A Cor da Cozinha

Como falamos no post anterior, os móveis da casa serão planejados e isso nos dá mais possibilidades de deixar tudo do jeito que a gente quer, inclusive da cor que a gente quer. Na maioria das vezes, os móveis prontos te deixam com a sensação de que você só tem duas opções de cores pra sua cozinha, preta ou branca. Aí na hora de escolher a pedra da bancada, geralmente se opta pelo preto (que já virou padrão, né). Não deixa de ser bonito (até mesmo nossa primeira opção seria cozinha preta e branca), mas uma cozinha tem que ser um local aconchegante e quente ao mesmo tempo, onde se possa fazer as refeições com tranquilidade, deve ser um espaço que estimule a criatividade na hora de preparar pratos diferentes e tranquilidade na hora de fazer aquele lanchinho de final de noite. Alguém deve estar pensando "Mas pra que tanta preocupação com a cozinha, meu Deus?", pode acreditar, esse espaço da casa é importantíssimo (comer, comer, comer, comer é o melhor para poder crescer).

Então fizemos o orçamento da pedra para a pia: optei por granito São Gabriel com a cuba Perfecta da Tramontina. Procuramos em quatro lojas diferentes e o melhor preço encontrado foi na Marmoraria Gramil, no São Luiz. Mas os pisos ainda não estavam comprados...
Na hora de comprar os pisos da cozinha, depois de procurar em mais três lojas, mais dúvidas... (qual a cor? qual a marca? porcelanato, laminado ou cerâmica? polido ou normal?), mas enfim decidimos pelo porcelanato e compramos a um preço mais acessível na Marcris em Volta Redonda. O que mudou foi a opção da cor da cozinha.

Pois é, mesmo achando as opções de móveis prontos muito limitadas, nossa primeira opção era uma cozinha preta e branca. Pretendíamos colocar granito preto e piso preto com móveis preto e branco (acreditem, não somos botafoguenses, nem atleticanos, muito menos pontepretanos). Esse tipo de combinação pode ser bastante elegante se bem trabalhada, mas qualquer coisa monocromática demais acaba ficando cansativa com o tempo (e, depois de pronta, nem pense em mudar alguma coisa nessa cozinha tão cedo!!!). Mudamos então o piso pra um porcelanato mais clarinho. Consequentemente, pra fugir do Black or White, mudamos a cor da pedra também, fomos pro amarelo ornamental. E, é claro, que tivemos que mudar também a cor dos armários que agora serão confeccionados nas portas e frente das gavetas em carvalho latino e com caixa branca.

Mas depois de falar tanto sobre cores, materiais, combinações diferentes, já deu pra fazer uma confusão só de tentar imaginar como será essa cozinha. Chega de sofrimento, só dando uma olhada no projeto pra ter uma ideia de como será a nossa esperada cozinha...

Essa é a imagem do projeto gerada pelo programa de Projetos Arquitetônicos usado pela Rofini.


É isso aí, planejar dá trabalho (mais trabalho ainda colocar o plano em execução). Mas é empolgante planejar o nosso futuro, o nosso lar. Então bola pra frente que ainda tem muita coisa pra planejar!!!

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

A escolha dos Móveis. Hora de Planejar.

Na vida há coisas que fazemos sem planejar e que dão certo. Também planejamos outras e não dão certo. Há quem goste de improvisar, agir conforme a necessidade. E há quem não dê um passo sem excessivo planejamento. O fato é que um bom planejamento nos ajuda a manter o controle do curso dos nossos projetos, principalmente quando esse projeto envolve investimentos à longo e médio prazo. Desde o começo do Projeto 204, o que mais aprendemos foi planejar em todo tempo. Afinal de contas é a nossa vida que está em jogo, o nosso futuro.
Escolher os móveis para colocar na casa pode parecer uma tarefa boba, mas se não houver planejamento, corremos o risco de gastar muito com o que não vai ser muito útil. Quando decidimos comprar o 204 já sabíamos que teríamos um desafio (prefiro chamar de desafio em vez de problema): mobiliar o apartamento com móveis que sejam úteis e que não tornem o ambiente ainda menor.Então começamos uma busca por ideias e inspiração para mobília e decoração que otimizem o espaço ao máximo (na internet tem muita ideia. algumas delas estão nos sites recomendados).
Como o nosso desafio é lidar com espaço, optamos por móveis planejados. O bom de essa tendência estar em alta é que encontramos uma infinidade de opções (o ruim é que tantas opções me deixam confuso, meu Deus!). Mas por que móveis planejados?
Há um preconceito de que móveis sob medida são muito mais caros que os móveis prontos, isso nem sempre é verdade. Ainda mais se levar em conta qualidade e durabilidade. Partindo do ponto de que se sabe o que quer, pode-se conciliar conforto e praticidade além de poder mudar o projeto quando ainda está no papel. Essa é uma das grandes vantagens e, é claro, também poder dar aquele toque de originalidade.
Decidido então o que iríamos comprar, chega a hora de saber onde comprar. Nesse momento é muito importante procurar empresas sérias e de boa reputação pra não levar prejuízo. Fizemos orçamento em pelo menos quatro lojas diferentes em Volta Redonda. Se observar bem, o material é muito semelhante em todas elas, os modelos também não variam tanto, mas a forma de atendimento e a confiança passada na hora da compra são um grande diferencial (numa coisa concordamos, um bom atendimento traz o cliente de volta).
Finalmente resolvemos comprar nossos primeiros móveis planejados na Rofini Arq Decor, um atelier de arquitetura e decoração que fica no Shopping Belvedere Loja 112. Fomos muito bem atendidos pelo arquiteto Filipe Cerqueira que montou o projeto da nossa cozinha com riqueza de detalhes(e de quebra já nos deu uma ideia de como será o quarto também). Ficamos empolgados com os projetos, mas ainda tem que preparar a cozinha pra receber os armários e a pia que chegarão lá pelo final de janeiro. Então... mais reforma e quebra-quebra à vista.
O Projeto 204 segue a todo vapor e logo virão mais posts sobre essa linda história.

A transformação de um Lar Doce Lar

Bom, já contamos como foi a compra do nosso Apê. Foi a realização de um sonho, mas foi só o começo da realização. Ainda falta um toque de personalidade para virar o nosso tão esperado Lar Doce Lar. Não pretendemos mudar muitas coisas (até porque o fato de ser um apartamento nos limita de várias formas), mas até deixar com o nosso toque especial, vai precisar de algumas transformações. Então vamos às reformas.

No começo bateu aquela dúvida que todo mundo deve sentir quando pensa em reformar: Por onde começar???
Não tenho muita experiência com reformas (somente como observador e ajudante nas reformas que meu pai faz em casa), então decidi começar pelo mais básico: Quebrar!!! "Não exige conhecimento técnico nem tão pouco habilidade", basta uma boa marreta, ponteiro, talhadeira e muita força (no meu caso força de vontade rs). Mas sempre que pensamos em quebrar alguma coisa em apartamentos temos que pensar nos vizinhos. Essa é uma das desvantagens de morar tão próximo do vizinho mais próximo, a uma parede de distância. O barulho de uma obra no apartamento ao lado pode incomodar bastante (e pode acreditar, eu fiz muito barulho), é o que diz o Sindicato de Habitação. Para não causar incômodo, escolhi um horário em que a maioria dos vizinhos está trabalhando ou fora de casa e eles nem perceberam a minha presença (só os que estavam tentando assistir à Sessão da Tarde).
Enfim, lá fui eu, mãos à obra, arrancar uma pia e abrir um buraco na parede entre sala e cozinha. A pia nem deu muito trabalho, isso me encorajou pra continuar o serviço, coragem que quase me abandonou quando comecei a quebrar o buraco na parede. Mas depois de muitas marretadas, alguns litros de suor e um barulho ensurdecedor, já não tinha mais pia na cozinha e apareceu um buraco na parede (que servirá de balcão para uma cozinha estilo americana).
A experiência foi legal e rendeu algumas bolhas na mão, mas agora resta dar um fim na montanha de entulho que está acumulada na sala.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Uma História Escrita Pelo Dedo de Deus

Uma canção que tem tudo a ver com essa história!

O Começo

Que Karine e eu nos amamos todo mundo sabe. Que nossas vidas completam uma a outra todo mundo sabe. Que vamos passar o resto de nossas vidas juntinhos todo mundo sabe. Onde vamos passar nossas vidas juntinhos... aí é que ninguém sabe!!! Pelo menos ninguém sabia há pouco mais de um ano atrás.
No final do ano de 2010 já tínhamos completado três anos de namoro, e chega um ponto no relacionamento que passamos a ter preocupações além do que vestir no sábado à noite, ou a que filme vamos assistir, ou onde passar o feriado. Começamos a nos preocupar com o futuro mais distante (nem tão distante assim).
Desde o início do nosso namoro, já tínhamos decidido que seria para sempre (apesar de alguns contratempos), nossos planos sempre foram de nos casarmos (antes mesmo do namoro. numa conversa despropositada no portão). Mas, como diz o ditado, "quem casa quer casa". E aí começaram os planos (desesperados) de encontrar um lugar pra construir um lar.
A ideias foram muitas: construir no quintal ou em cima da casa da sogra (claro que essa ideia foi logo descartada rsrs); rolou cadastro em site de uma construtora, um condomínio promissor demais num "buraco quente" do "cafundó do Judas", acabamos resolvendo fazer o retorno no Contorno; até caminhamos pelos bairros vizinhos pra ver algumas casas que estavam sendo construídas em alguns condomínios que estavam surgindo no Bairro de Fátima, Cerâmica União, Recanto Feliz, São Luiz, Candelária, Morada do Vale... ufa; então decidimos procurar pela internet mesmo. Aí é que as coisas começaram a conspirar para um propósito.
Tem muita coisa na internet. Sites de várias imobiliárias (eu entrei em todos). "Casa, apartamento, barraco, chiqueiro", dá pra encontrar de tudo um pouco. Os preços também são bastante variados, desde aqueles que cabem no bolso até aqueles que te deixam  sem as calças. Mas um anúncio chamou a atenção: casa baixa com garagem, amplo quintal nos fundos, área de serviço, no Dom Bosco, por R$50.000,00. Então resolvemos ir conferir, mas antes...
Bom, Dona Elena (mais conhecida como vovó. fofó para uma pessoa em particular) é um capítulo a parte, quem conhece sabe, espontaneidade e iniciativa própria estão sobrando. Foi ela que foi conferir primeiro, não poderíamos ir durante a semana e não queríamos perder a oportunidade. "Ah, deixa que eu vejo pra vocês, eu conheço os donos, são muito amigos meus, vou lá ver. Pode deixar comigo!", essas foram as palavras da vovó (claro que ela conhece, ela conhece todo mundo). Então lá foi ela conferir e estava tudo certo. Chegou então o dia de Karine e eu irmos pessoalmente verificar o local.
Pra nossa surpresa o local que a Dona Elena foi ver não tinha absolutamente nada a ver com o que tínhamos pedido para ela verificar. A casa que queríamos estava a leilão pela Caixa e o morador nada simpático que nos atendeu disse que pra comprar teríamos que tirá-lo de lá (a expressão balde de água fria passou a ter mais significado pra mim). Mas, como eu disse, as coisas já estava literalmente conspirando para o nosso bem.
Fomos então verificar o lugar onde a Dona Elena tinha ido. Não era casa baixa, um conjunto de seis apartamentos, dois embaixo e quatro em cima. Já fomos recebidos por uma senhorinha simpática. As referências da vizinhança foram as melhores. Quarto, cozinha, sala, banheiro e área de serviço. Nada muito grande, mas o suficiente para nós. Foi amor à primeira vista. Depois de alguns meses de conversas, ligações, documentos, e-mail's, mais ligações, aconteceu o que nós tanto esperávamos... Chegou o dia de assinar o contrato de compra e venda do nosso apartamento.
Quem casa quer casa, o sonho de consumo de todo casal planejando se casar, o sonho de ter um lugar pra chamar de "NOSSO LAR". Uma caçada ao tesouro que começou em 2010 e se concretizou em 18 de julho de 2011. São muitos os personagens envolvidos nessas história que só está começando. Muita oração e certeza de que o mais interessado em nossa felicidade é o próprio Deus de toda a Eternidade. Ele mesmo é quem indica o caminho, nossa tarefa foi e sempre será seguir esse caminho. E assim damos início ao Projeto 204.
Vamos acompanhar aqui o desenrolar dessa história.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Home Sweet Home... 3D

Não há lugar como o nosso lar!
(Dorothy)

Uma Linda História para se compartilhar!!!

A ideia de fazer este blog nasceu da necessidade de ter uma forma de registrar os acontecimentos durante a reforma do nosso apartamento. Iniciamos essa jornada rumo à realização de mais um sonho, são novas realizações e contamos com a Provisão do Senhor.
Então vamos começar... Esse é o Projeto 204!